Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/1820
Título: Imagem corporal na toxicodependência e VIH / SIDA
Autor: Gomes, Ana
Orientador: Pedro, António Francisco Mendes
Dias, Carlos Amaral
Palavras-chave: Psicossomática
Psychosomatics
Imagem corporal
Toxicodependência
Corpo real
Corpo imaginário
VIH positivos
VIH negativos
Body image
Drug addicts
HIV positives
HIV negative
Real body
Imaginary body
Data de Defesa: 2006
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada : Universidade Nova de Lisboa
Resumo: Procedeu-se à comparação de três grupos de indivíduos toxicodependentes, quanto à representação da imagem corporal. Um dos grupos é constituído por seronegativos para o VIH, outro de seropositivos para o VIH, sem história de infecções oportunistas, o último grupo é constituído por sujeitos seropositivos com história de infecções oportunistas. A comparação entre estes grupos efectuou-se relativamente ao modo como cada grupo representa a sua imagem corporal a partir de uma escala de análise da imagem corporal construída por Leventhal (1983). Esta escala permite desenvolver uma comparação entre medidas reais (MR) e medidas imaginárias (MI) relativamente a 22 partes do corpo. A partir daqui verificámos como é que estes sujeitos se relacionam com o seu corpo, não só com o corpo real, mas também com um corpo imaginário. Consideramos que a imagem corporal representada pelo sujeito é o resultado da relação entre as medidas reais (corpo real) e as medidas imaginárias (corpo imaginário). Aqui podemos verificar uma aproximação ou um afastamento entre ambos os corpos, estando a distorção no afastamento, desajustamento e desadequação entre medidas reais (corpo real) e medidas imaginárias (corpo imaginário). Desta comparação verificamos que as diferenças entre os grupos ocorrem particularmente entre o grupo de sujeitos seronegativo para o VIH e os dois grupos de seropositivos para o VIH. São os dois grupos de sujeitos infectados com VIH que apresentam de forma mais acentuada distorção da imagem corporal, independentemente da fase da evolução da infecção, não sendo tal um factor de agravamento ou diferenciação. Não se verificam diferenças entre os sexos, nas habilitações académicas e relativamente ao factor tempo de terapêutica antiretroviral, relativamente à imagem corporal entre os grupos. Este estudo é o seguimento de outro que já definiu a existência nos toxicodependentes de distorção da imagem corporal. Contudo, salienta-se que são os seropositivos que representam a sua imagem corporal de forma mais distanciada do corpo real. Parece que o fenómeno VIH potencia no sujeito que com ele convive uma nova relação com o corpo, que encerra em si significados de doença e de morte o que pode estar na base do desajustamento a este novo corpo e logo uma representação do mesmo desarticulada e distorcida. ABSTRACT We have compared three groups of drug addicts in what concerns the representation of the body image. The first of these groups was composed by HIV negative individuals; the second group was formed by HIV positive citizens with no opportunist infection history; and the last group was constituted by HIV positive individuals, with some opportunist infection history. The comparison between these three groups was based on the way each group would represent its body image, based on a body image scale of analysis created by Gloria Leventhal in 1983. This scale allows the development of a comparison between real measures (RM) and imaginary measures (IM) of 22 parts of the human body. From hereon we have ascertained the different types of relationship of these individuals with their body, not only with the real body itself, but also with some sort of an imaginary body. We consider that the body image represented by the individual is the result of the relationship between the real measures (real body) and the imaginary measures (imaginary body). Here we could testify an approach or, otherwise, a distance between both of the bodies, the distortion lying upon a distance, a maladjustment or an inadequacy between the real measures (real body) and the imaginary measures (imaginary body). As a result of this comparison, we have verified that the differences between the groups occur particularly among the group of HIV negative citizens and the two groups of HIV positive individuals. The two groups of HIV infected individuals are the ones who present a more notorious distortion of the corporal image, independently of the phase of evolution of the infection, not being such a factor of aggravation or differentiation. We have not verified any differences between the three groups based on sex, scholar education nor on the antiretroviral factor of therapeutic time, respect to the body image. This study has been done in sequence of another one which had already defined the existence of a distortion of the body image among drug addicts. However, we must underline that the HIV positives are the ones who represent their corporal image in a more distanced way from the real body. It seems that the HIV phenomenon harnesses in the citizen who coexists with it some sort of a new relationship with his body, containing death and illness notions which can lye on the basis for the maladjustment to this new body and, so being, for a distorted and disarticulated representation of the same.
Descrição: Dissertação de Doutoramento em Psicologia Aplicada na Especialidade de Psicossomática
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/1820
Aparece nas colecções:PSOM - Tese de doutoramento

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