Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/1657
Título: A loucura no outro: Um contributo para o estudo do impacto da loucura no profissional de saúde mental
Autor: Oliveira, Sandra Paula da Silva Santos de
Orientador: Dias, Carlos Amaral
Palavras-chave: Psicologia clínica
Saúde mental
Instrumentos
Diferencial semântico
Atitudes
Psiquiatria
História
Psicopatologia
Loucura
Clinical psychology
Mental health
Semantic differential
Attitudes
Psychiatry
History
Psychopathology
Mental Illness
Data de Defesa: 2005
Editora: Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Coimbra
Resumo: Propomo-nos ao longo deste trabalho reflectir sobre como a doença mental grave, a patologia psicótica, é experienciada e vivenciada pelos profissionais de saúde, sendo que para tal delineamos um traçado de investigação que, não só procura aceder descritivamente às suas atitudes e opiniões acerca desta patologia específica, como procura ainda explorar dinamicamente os complexos processos envolvidos no dizer e sentir de quem cuida de dores psíquicas tão intensas. Associado a estes objectivos, acrescemos o particular interesse na análise e compreensão da potencial variabilidade dos aspectos sócio - culturais, tão frequentemente presentes nas respostas e posturas atitudinais de sujeitos pertencentes a nacionalidades e culturas diferenciadas. Assim sendo, partindo de duas amostras independentes de profissionais de saúde mental (psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros) das nacionalidades portuguesa e norte - americana, aplicamos um protocolo de instrumentos que integra, além de um breve questionário de caracterização sócio - demográfica e de percurso académico e profissional, a Escala de Opiniões sobre a Doença Mental de Cohen & Struening (1962) e a Escala de Diferencial Semântico de Osgood, Suci & Tannenbaum (1957). Verificamos que, quer os profissionais de psicologia portugueses, como os psicólogos norte - americanos são quem expressam, face à doença mental grave, as atitudes de natureza mais autoritária e restritiva (comparativamente com os seus colegas das outras "classes" profissionais). Semelhante atitude é demonstrada pelos profissionais que possuem experiência clínica com patologias psiquiátricas graves (em ambas as nacionalidades). Constatamos também que a doença mental grave, representada por conceitos a si associáveis (seja a nível nosográfico, como a nível das emoções e vivências potencialmente despertas por esta doença), suscita invariavelmente, por parte dos sujeitos das nossas duas amostras, respostas de carácter fundamentalmente afectivo. Sob uma base comparativa de ambas as amostras de profissionais concluímos que os sujeitos norte - americanos expressam níveis mais elevados de atitudes autoritárias e restritivas do que os seus homólogos portugueses. Não obstante este facto, revelam-se paralelamente mais confiantes na qualidade e tipo de intervenção/ tratamentos psiquiátricos disponíveis para este tipo de pacientes. Os resultados obtidos a partir da Escala de Diferencial Semântico indicam-nos, igualmente, que os conceitos incluídos neste estudo (relacionáveis com a doença mental grave enquanto entidade nosográfica, e relacionáveis com as emoções/ vivências por ela potencialmente despertas), tendem a ser ponderados, pelos técnicos de nacionalidade norte - americana, de uma forma claramente mais avaliativa e cognitiva do que os profissionais portugueses (que, em termos comparativos fazem antes evidenciar respostas predominantemente afectivas). Finalmente, é confirmada, na presente investigação, a franca e inequívoca importância exercida pela variável nacionalidade, enquanto componente determinante e predictora de parte bastante razoável dos resultados encontrados. ------ ABSTRACT ------ Through this work we intend to reflect on how the severe mental illness, the pshychotic pathology, is experienced and lived by health professionals. For that we established an investigation that, not only tries to grant a description of attitudes and opinions, on this specific pathology, but also pretends to explore, in a dynamic way, the complex processes involved in the saying and feeling of those who look after such deep mental grieves. Associated with these purposes, we add the particular interest in the analysis and understanding of the potential variability of social / cultural aspects, so frequently present in the answers and attitudinal postures of subjects belonging to different nationalities and cultures. Thus, we started with two different independent samples of mental health professionals (psychologist, social - workers and nurses) from Portugal and U.S. A.; we used a protocol that included, besides a brief questionnaire, of social demographic characterization, and of the professional and academic background, «The Scale of Opinions about the Mental Illness » by Cohen & Struening (1962) and « The Scale of Semantic Differential » by Osgood, Suci & Tannenbaum (1957). We saw that, both Portuguese and North - Americans psychologists express, towards the mental illness, the most authoritarians and restrictive attitudes ( compared with those of their colleagues of other professional groups ). A similar attitude was showed by professionals that have clinical experience with serious psychiatric pathologies (in both nationalities). We also saw that the serious mental illness, represented by related concepts (either on a nosographic basis, or on the emotions and experiences caused by this illness) it invariably produces on the subjects of two samples, answers of a fundamentally affective character. On a comparative basis of both professional's samples we can conclude that the North - Americans express higher levels of authoritarian and restrictive attitudes than the Portuguese. Despite that fact, they are also more confident on the quality and kind of intervention / pshychiatric treatment available for this kind of patients. The results obtained from the Semantic Differential Scale also showed us, that the concepts included in this work (related with the severe mental illness as a nosographic entity and related with the emotions / experiences caused by it) tend to be considered, by the U. S. technicians, on a clearly more cognitive and evaluative way than by the Portuguese professionals (that, comparatively enphazise emotional answers). Finally, it is confirmed, in the present investigation, the frank and undeniable importance of the variable nationality, while determinant and predictable component of a considerable part of the results found.
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/1657
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