Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/1281
Título: Estudo do suporte social e da qualidade de vida em doentes mentais crónicos a viverem em comunidade
Autor: Guterres, Maria Clara de Menezes Montenegro Romeu de Brito
Orientador: Ribeiro, José Luís Pais
Palavras-chave: Psicologia da saúde
Suporte social
Doença crónica
Comunidade
Qualidade de vida
Instrumentos
Health psychology
Social support
Chronic illness
Community
Quality of life
Instruments
Data de Defesa: 2001
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Com a publicação da Lei da Saúde Mental 36/98 e do Despacho Conjunto 407/98, possibilitou-se a criação de programas alternativos na comunidade para os doentes mentais crónicos e cuja implementação se iniciou no último trimestre de 1998. Estes programas encontram-se em execução pelas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), vocacionadas para a área da Saúde Mental Comunitária, prosseguindo fins estatutários de Saúde e Segurança Social, que desenvolvem os seguintes Programas: Fóruns Sócio-Ocupacionais - grupo A, (com 70 indivíduos) e Unidades de Vida (residências)- grupo B, (com 53 indivíduos). A amostra deste estudo é composta por 162 indivíduos que utilizam estes serviços comunitários, no Distrito de Lisboa, dos quais 123 participantes assinaram o consentimento informado (78 do sexo masculino e 45 do sexo feminino) e cuja média de idades é de 39,8 anos (variando entre os 18 e os 78 anos). Este estudo comparativo e de tipo exploratório, com uma amostra homogénea de casos raros, teve como objectivo verificar se existiam diferenças no suporte social e na qualidade de vida nestes doentes quando frequentam o Programa de Fórum Sócio-Ocupacional (grupo A) e quando frequentam o Programa de Unidades de Vida (grupo B), Pretendeu-se, por outro lado, analisar o impacto destes dois programas no suporte social e na qualidade de vida destes indivíduos. O material utilizado neste estudo é constituído por um questionário sócio -demográfico e clínico, por uma escala de satisfação com o suporte social (ESSS) e pela escala de qualidade de vida da OMS (na versão brasileira). À ESSS, já testada e aplicada na população portuguesa, foi acrescentada uma sub-escala que se denominou da "satisfação com os vizinhos", composta por dois itens. Para garantir a validade do conteúdo destes dois itens os mesmos foram inspeccionados e corrigidos por dois juízes. De seguida, procedeu-se à inspecção da consistência interna destes dois itens, tendo-se verificado haver uma boa consistência interna nesta sub-escala (α de Cronbach=0,756). Na QDV garantiu-se a validade do conteúdo do instrumento aplicado inspeccionado-o e corrigindo-o por dois juízes. De seguida, procedeu-se à inspecção da consistência interna (alfa de Cronbach), tendo-se verificado uma boa consistência interna em cada domínio (domínio físico α de Cronbach=0,748, domínio psicológico a de Cronbach=0,804, domínio das relações sociais α de Cronbach=0,670, e domínio do meio-ambiente α de Cronbach=0,751). A totalidade dos domínios desta escala apresenta um (α de Cronbach=0,897), e, quanto à escala global onde se inserem, igualmente as questões gerais 1 e 2 (α de Cronbach=O,908). O presente estudo demonstrou que existem diferenças significativas entre o grupo de doentes mentais crónicos que frequenta o programa de Fórum Sócio-Ocupacional (grupo A) e o grupo que frequenta o programa de Unidades de Vida (grupo B), quer no suporte social, quer na qualidade de vida destes doentes. Assim, na sub-escala de satisfação com actividades sociais, o grupo A, inserido num Fórum Sócio-Ocupacional, revelou mais satisfação com as actividades sociais do que o grupo que utiliza o programa residencial de Unidades de Vida (t= -2,22, p<0,028); na sub-escala de satisfação com os vizinhos, o grupo B, inserido num programa residencial de Unidades de Vida, revelou mais satisfação com o suporte fornecido pelos vizinhos do que o grupo A (t= 3,30, p<0,001). No que concerne à QDV, verificaram-se diferenças significativas, no domínio psicológico da QDV. O grupo B, que frequenta um programa residencial em Unidades de Vida apresentou um melhor desempenho ao nível do domínio psicológico do que os indivíduos que frequentam um Fórum -Sócio Ocupacional (t=l,57, p< 0,007); o grupo B, cujo programa incide nas Unidades de Vida, apresentou melhores scores no domínio relativo ao meio-ambiente (t= 3,50, p<0,001), e na satisfação com a saúde (questão geral 2). O estudo demonstrou que os indivíduos que frequentam o programa de Unidades de Vida têm mais satisfação com a sua saúde (t=3,47, p<0,001). Ainda, e no que concerne à escala total, o grupo inserido nas Unidades de Vida evidencia valores mais elevados de qualidade de vida (t=3,04, p<0,003). Detectou-se, ainda, que as variáveis demográficas (designadamente o sexo, idade, número de filhos, número de pessoas do agregado familiar, religião, fonte de rendimento e história laborai), e as variáveis clínicas (diagnóstico, n° de internamentos, tempo do último internamento, tempo de internamento, e o tipo de consulta a que se recorre) exercem influência significativa no suporte social e na qualidade de vida. Ficou ainda demonstrado que, nesta população de doentes mentais crónicos inseridos na comunidade, o suporte social se correlaciona com a qualidade de vida. Assim, verificou-se que existem diferenças significativas quanto ao sexo, no domínio psicológico da QDV (t=2,21, p<0,029). E ainda, uma forte associação negativa entre a anos de escolaridade e a satisfação com a saúde (r=-0,20, p<0,024). A análise de variância demonstrou que existem diferenças significativas no grupo A no que concerne ao factor estado civil no domínio físico (F=3,85, p<0,026)> O número de filhos correlaciona-se com a sub-escala da ESSS satisfação com as amizades (r=0,227, p<0,025).Quanto ao número de agregado familiar existe uma correlação entre o número de agregado e a avaliação da qualidade de vida (r=0,23, p<0,026). Quanto ao estado civil a análise de variância revela diferenças significativas no grupo B ao nível da escala geral de suporte social (F=2,77, p <0,049).
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicologia da Saúde
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/1281
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