Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/1266
Título: Identidades sociais e representações sociais dos adolescentes acerca da SIDA
Autor: Pereira, Maria Gouveia
Amaral, Virgílio Ribeiro
Soares, Susana
Palavras-chave: Adolescência
Representações sociais
Identidades sociais
Sida
Adolescence
Social representations
Social identities
AIDS
Data: 1997
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Citação: Análise Psicológica, 15 (4), 617-636
Resumo: O objectivo desta investigação é estudar as representações sociais dos adolescentes acerca da sida e a maneira como as referidas representações são influenciadas pela identificação social dos adolescentes. Relativamente as representações sociais estuda-se a ancoragem sociológica (na variável sexo), seguindo as ideias de Doise (1992), segundo o qual as posições que os sujeitos ocupam nas relações sociais que partilham influenciam a formação de representações. Estuda-se também a ancoragem psicossociológica: nas representações das relações intergrupais pela activação das categorias: heterossexuais, homossexuais e toxicodependentes, em consignes apropriadas. Induzindo-se assim, a evocação da relação seja com um grupo não considerado de risco - heterossexuais, seja com grupos considerados de risco - homossexuais e toxicodependenjes. E objectivo deste trabalho estudar a influência das identidades nas representações sociais, de acordo com Vala (1990) as identidades sociais condicionam e explicam as representações sociais que os indivíduos formam sobre determinado objecto, investiga-se que variáveis (sexo, distâncias aos grupos - ingroup (amigos) e outgroups (homossexuais e toxicodependentes)) são preditoras das representações dos adolescentes acerca da sida, em adolescentes com alta identificação ao grupo dos amigos e em adolescentes com baixa identificação ao mesmo grupo. A amostra do estudo é constituída por 300 adolescentes entre os 14 e os 17 anos; 150 adolescentes do sexo feminino e 150 adolescentes do sexo masculino.Foi aplicado um questionário constituído por uma parte de identificação social (operacionalizada através das distâncias euclidianas: self-ingroup; self-outgroup)e uma segunda de representações acerca da sida. Esta segunda parte do questionário inicia-se com uma pequena história sobre um wieito infectado com o vírus da sida, o sujeito é em cada história homossexual, heterossexual ou toxicodependente. Cada uma das histórias foi apresentada a 100 adolescentes (50 adolescentes do sexo feminino e 50 do sexo masculino). As representações que os adolescentes deste estudo têm acerca da sida reenviam para dimensões como: contágio por contacto social, grupos de risco, contágio por via sexual, discriminação e relações intergrupais e grupos marginais. De certo modo, estas dimensões reenviam para uma organização das representações da sida segundo o modelo corporalista (Deschamps e outros, 1992). Quer no modelo, quer nas representações dos nossos adolescentes, é sobrevalorizado o contágio da doença através do contacto social, de fluidos corporais e ainda a associação a grupos ditos de risco. Quando se articula as identidades dos adolescentes com as representações acerca da sida, verificou-se que, os adolescentes com alta identificação ao grupo dos amigos, não os consideram um grupo com comportamentos de risco e com possibilidade de contágio. Para os adolescentes que se identificam menos com o grupo dos amigos, o grupo dos homossexuais é aquele que explica, quer as dimensões contágio por contacto social e relações intergrupais, quer as dimensões grupos de risco e discriminação. Os resultados revelam indicadores diferenciadores na organização da representação sobre a sida entre adolescentes do sexo masculino e feminino e com alta e baixa identificação ao grupo de amigos. Estes resultados deverão ser tidos em consideração na prevenção da sida. ------ ABSTRACT ------ The porpose of this investigation is to study the adolescent’s social representations about aids, and how the adolescent’s social identification can influence them. About social representations we study sociological ancorage (variable sex), following the ideas of Doise (1992), who says that the positions that subjects have in social relations influence the formation of representations. We also study the psychological ancorage (representation of intergroup relations) by activating the categories of: heterosexuals, homosexuals and drugs addicted, in appropriate sentences; bringing to mind the relations with a non risky group (heterosexuals) and with groups thought as risky (homosexuals and drug addicted). The goal of this investigation is to study the influente of identities in social representations, according to Vala (1 990) social identities influence and explain the subject’s social representation of some object; we study which variables (sex, distances to groups - ingroup (friends) and outgroups (homosexuals and drug addicted)) predict adolescent’s representations about aids, studying adolescents with high identification and adolescents with low identification to their friends. The subjects of this study are 300 adolescents with ages between 14 and 17 years old; 150 of adolescents are girls and 150 are boys. The questionnaire is divided in two parts, one about social identification (studying Euclidean distances between self - ingroup and self - outgroup) and a second part about aids representations. This second part of the questionnaire begins with a little story about a subject infected with aids, the subject is homosexual, heterosexual or drug addicted in each story. Each story was given to read to 100 adolescents, 50 girls and 50 boys. The adolescent’s representations of this study link to dimensions as: infection by social contact, risky groups, infection by sexual relations, discrimination and intergroup relations and border groups. This dimensions link with a model of aids representations organisation according to Deschamps and others (1 992). In this model and in our adolescents representations about aids, the infection by social contact, body fluids and the link with risky groups are increased. When we articulate adolescents identity with aids representation, we verify that adolescents with high identification to their friends don’t think them as having riSkY conducts Or being infected. For lhe adolescents that identify less with their friends, the homosexual group is the one that explains the dimensions about infection by social conta’:t, intergroup relations, risky groups and discrimination. The results reveal differences between girls and boys and also between adolescents with high and low identification to their friend, regarding the organisation of aids representations, This results should be considered in aids prevention.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/1266
ISSN: 0870-8231
Aparece nas colecções:PSOC - Artigos em revistas nacionais

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