Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/1258
Título: Vinculação pré-natal: Estudo da ligação emocional ao bebé em mulheres e homens grávidos
Autor: Figueiredo, Margarida Inês das Neves Logrado de
Palavras-chave: Vinculação
Psicologia da saúde
Atitudes parentais
Gravidez
Emoção
Instrumentos
Desenvolvimento pré-natal
Attachment
Health psychology
Parental attitudes
Pregnancy
Emotion
Instruments
Prenatal development
Data de Defesa: 2007
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: A gravidez é uma experiência única que corresponde a uma fase de mudança e de enriquecimento no ciclo de vida de um casal e de uma família. No seu decurso, os pais adquirem novos conhecimentos e competências que os preparam para a transição que vai ocorrer nas suas vidas: a possibilidade de se tornaram pais. Durante este tempo uma nova ligação se vai delineando e intensificando, num cruzamento de ritmos e numa troca de sinais, num conjunto de investimentos afectivos e numa vivência de representações. Trata-se da ligação afectiva da mãe e, também, do pai ao feto, que tem sido reconhecida como um dos processos mais importantes deste tempo, com base na qual se desenvolvem pensamentos e sentimentos em relação ao filho que vai nascer. Esta ligação tem sido alvo de interesse por parte de alguns autores que a procuram conhecer e definir. Surgem conceitos como ligação materno-fetal (Mendes, 2002), maternal-fetal attachment (Cranley, 1981) ou antenatal attachment (Condon, 1993), que reflectem comportamentos representativos de um vínculo afectivo e que falam deste vínculo como a forma mais precoce e mais básica da intimidade humana (Condon & Corkindale, 1997). No entanto, a tónica tem sido sobretudo colocada no estudo das mães e menos dos pais. Partilhamos deste interesse na exploração e aprofundamento desta ligação emocional ao feto, não só no caso das mães mas também em relação aos pais. Deste modo, e tendo em conta que são escassas as investigações a nível nacional que se debruçam sobre o tema, sobretudo com o grupo de pais, e, também, pelo facto de não terem sido encontrados no nosso país trabalhos neste campo com amostras de risco, procuramos com o presente trabalho conhecer as características da vinculação pré-natal em mães e em pais, que se enquadram numa condição gravídica normal ou com algum risco associado, assim como avaliar os factores que a influenciam. Para o efeito utilizámos a escala Antenatal Emotional Attachment Scale, da autoria de John Condon (1993), numa amostra heterogénea de 630 Participantes. A mesma é composta por 434 mães e 196 pais, que esperam um filho, e inclui diferentes tipos de gravidez, de acordo com uma condição normal ou com risco associado (adolescência; idade tardia; toxicodependência; doenças da mãe, destacando-se a diabetes gestacional e a hipertensão; problemas associados com o feto, com a gravidez actual ou com a gravidez anterior). O processo de recrutamento foi efectuado por conveniência da população em geral, em Instituições de fácil acesso para os investigadores, situadas na área geográfica de Almada. Tendo em conta as características da amostra em estudo foi, também, nosso objectivo proceder a uma adaptação do instrumento escolhido para esta população, por recurso à análise factorial exploratória de modo a serem verificados os factores que emergiam e como se relacionavam. A partir da análise factorial, os resultados obtidos com rotação varimax permitiram constituir uma escala cuja característica de validade aponta para um coeficiente elevado e indicador de pertinência do instrumento - alpha de cronbach de 0.80 e 0.81, para a versão materna e paterna da escala, respectivamente. As possibilidades encontradas, com base na análise de variância explicada, permitiram a extracção de quatro factores ou dimensões para cada uma das versões materna e paterna da escala. Os resultados obtidos com base numa análise inferencial indicam a presença de uma vinculação pré-natal muito positiva, tanto no grupo das mães como no grupo dos pais, embora com níveis mais elevados no primeiro. Sugerem que os níveis de vinculação pré- natal são significativamente mais baixos no grupo de toxicodependentes (tanto nas mães como nos pais), seguindo-se o grupo de grávidas em idade tardia (apenas no grupo das mães). À excepção destes grupos, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas em qualquer dos restantes. A partir da análise dos resultados, parece que ambos os pais consideram o feto como um ser individual e demonstram para com ele vários comportamentos que se relacionam com uma ligação afectiva. No contexto desta ligação, os dados que se relacionam com os sonhos sobre o bebé e a gravidez destacaram-se pela apresentação de valores mais baixos. Os resultados apontam ainda para a inexistência de um padrão de evolução concordante entre a vinculação pré-natal e a idade materna/paterna. Indicam que à medida que a idade gestacional aumenta os níveis de vinculação pré-natal também aumentam. Destacam uma ausência de diferenças estatisticamente significativas entre o grupo de mães primíparas e o grupo de mães multíparas. Contudo, evidencia a presença de diferenças no grupo dos pais que sugerem que aqueles que vão ser pais pela primeira vez apresentam níveis de vinculação pré-natal mais elevados. Para as variáveis profissão, nível de escolaridade e estado civil não foi encontrada uma relação entre as mesmas e os níveis de vinculação pré-natal. Em conclusão, os participantes da nossa amostra encontram-se, de um modo geral, afectivamente envolvidos e ligados ao bebé durante a gravidez.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicologia da Gravidez e da Parentalidade
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/1258
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