Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/1109
Título: Acesso ao princípio alfabético no pré-escolar: Evolução, processos e implicações de programas de intervenção ao nível da escrita
Autor: Martins, Maria Inês de Vasconcelos Braga Horta
Orientador: Martins, Margarida Alves
Palavras-chave: Psicologia educacional
Educational psychology
Data de Defesa: 2010
Editora: ISPA - Instituto Universitário
Resumo: O presente estudo tem como objectivos verificar de que forma dois programas de escrita inventada com crianças pré-silábicas conduzem a uma evolução das suas escritas inventadas, concretamente, à fonetização dessas escritas e descrever as interacções desenvolvidas entre o experimentador e as crianças durante as sessões dos programas de escrita, de forma a compreender os momentos evolutivos e os processos implicados nessa evolução. Os participantes são 56 crianças de 5 anos, divididas por dois grupos experimentais e um grupo de controlo. A sua idade, inteligência, conhecimento das letras e consciência fonológica foram controlados. Nos pré- e pós-testes, as escritas inventadas das crianças foram avaliadas através de pseudopalavras que continham os fonemas fricativos e oclusivos trabalhados durante os programas, bem como outros fonemas fricativos e oclusivos não trabalhados. Estas consoantes apareciam em posição inicial e final nas diferentes pseudopalavras. Entre os dois momentos, G1 trabalhou as correspondências grafo-fonológicas de fonemas fricativos surdos e G2 trabalhou as de fonemas oclusivos surdos. Em cada uma das quatro sessões dos programas de intervenção cada criança era convidada a escrever doze palavras começadas pelas consoantes trabalhadas, a comparar a sua escrita com escritas mais avançadas, a avaliar qual a melhor e a justificar a sua escolha. Pretendia-se criar um conflito cognitivo que levasse as crianças a pensar sobre os sons das palavras, sobre as letras e sobre as relações entre eles. Os objectivos específicos são: comparar os progressos na escrita entre os participantes dos dois grupos experimentais, comparar as diferenças entre os dois grupos na capacidade de generalizar os procedimentos de fonetização a consoantes não trabalhadas e a sua capacidade de as fonetizar quando aparecem em posição final. Os resultados mostram que a escrita das crianças de ambos os grupos experimentais evoluiu mais do que a escrita das crianças do grupo de controlo, sem diferenças significativas entre os dois grupos experimentais. Nos dois grupos experimentais os participantes foram capazes de fonetizar as consoantes trabalhadas e não trabalhadas e foram capazes de fonetizar as consoantes em posição final. No entanto, verificaram-se diferenças significativas relativamente às fricativas, com melhores resultados na fonetização da consoante inicial. A análise das interacções entre experimentador e as crianças revelou que o tipo de intervenção do experimentador foi condicionado pelas respostas das crianças, levando a dois tipos de intervenção: o primeiro levou as crianças a pensar nas letras usadas na escrita de confronto, e o segundo levou as crianças a pesarem sobretudo nas letras que os próprios tinham usado e na sua relação com o som da sílaba inicial das palavras ditadas. Este último tipo de intervenção, considerado mais explícito, facilitou a evolução das escritas as crianças. ---------- ABSTRACT --------- Our aims were to verify how two invented spelling programmes, intended to lead presyllabic children to think about the graphic-phonetic correspondences of several consonants, contributes to the evolution of their invented spelling, namely to the phonetization of their writing, and to analyse child/adult interactions during the invented spelling programmes and to understand how they contribute to spelling development. The participants were 56 five-year-old children divided into three groups – two experimental groups and a control group. Their age, intelligence, knowledge of letters and phonological awareness were controlled. In a pre-test and a post-test, children’s spellings were evaluated using pseudo-words that contained the fricative and stop consonants worked during the programmes, as well as other fricatives and stop consonants that were not worked during the programmes. These consonants appeared in initial and in final position of the different pseudo-words. In between, G1 worked the grapho-phonetic correspondences of voiceless fricatives and G2 the graphophonetic correspondences of voiceless stop consonants. The intervention programmes were organised in four sessions. In each session, the child was invited to write twelve words beginning with the target consonants, to compare his/her own writing with more advanced ones, to evaluate which one was better and to justify his/her choice. Our specific aims were: to compare the progresses in writing of the members of the 2 experimental groups; to compare the differences between both groups in the ability to generalize the phonetization procedures to non worked grapho-phonetic correspondences and to compare their ability to correctly spell the consonants when they appeared in final position. The results show that the writing programmes were effective: both experimental groups achieved greater progress in writing than the control group. There were no statistically significant differences between the two experimental groups. In the two experimental groups participants were able to correctly spell the worked and the non worked consonants and the consonants in final position. However, there were statistically significant differences between the spellings in final position regarding fricatives, with better results in the phonetization of the consonants in initial position. The analysis of the child/adult interactions revealed that two types of feedback were used by the experimenter, influenced by the children’s answers: some children were lead to consider only the letters used in the more sophisticated spelling while others were lead to consider the letters they had used and their relation with the sound of the initial syllable of the dictated word. The latter feedback can be considered as a more explicit feedback than the former, promoting the development of children’s invented spellings.
Descrição: Tese de Doutoramento em Psicologia Aplicada, Área de especialidade Psicologia Educacional, apresentada ao ISPA - Instituto Universitário
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/1109
Aparece nas colecções:PEDU - Tese de doutoramento

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