Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/1107
Título: A competência social da criança em meio pré-escolar: Um modelo hierárquico no contexto das relações entre pares
Autor: Peceguina, Maria Inês Duarte
Orientador: Santos, António José
Palavras-chave: Psicologia cognitiva
Cognitive psychology
Data de Defesa: 2010
Editora: ISPA - Instituto Universitário
Resumo: Integrados numa moldura desenvolvimental, os estudos apresentados nesta investigação avaliam um modelo de medidas para a competência social com os pares, durante o período pré-escolar. A competência social é definida como um traço latente de diferenças individuais que reflecte a capacidade das crianças para coordenar os afectos, cognição, e comportamento na realização de objectivos pessoais de natureza social (Waters & Sroufe, 1983). Adicionalmente, a concretização dos objectivos pessoais não deverá constituir um obstáculo à concretização dos objectivos pessoais dos pares, nem limitar a realização de objectivos futuros. O modelo de mensuração caracteriza-se por ter uma estrutura hierárquica de três níveis, onde a competência social se situa no nível de topo, enquanto factor latente de segunda ordem, com implicações nos três domínios da competência social, situados no nível latente inferior – motivação social e envolvimento, perfis de atributos comportamentais e psicológicos e aceitação de pares. Cada um destes domínios (as famílias de medidas) é medido através de dois ou três indicadores, constituindo a base do modelo (i.e., proporção de atenção visual recebida, proporção de interacções positivas e neutras iniciadas, dois Q-sorts da competência social, e duas medidas sociométricas). Foram testadas hipóteses sobre o ajustamento do modelo a dados Portugueses, bem como sobre a estabilidade do modelo durante o pré-escolar foram testadas. De um modo geral, os resultados foram consistentes com estudos anteriores (e.g., Bost, Vaughn, Washington, Cielinski, & Bradbard, 1998; Vaughn, 2001; Vaughn, et al., 2009), indicando que o modelo tem um bom ajustamento aos dados das crianças portuguesas. Adicionalmente, os resultados sustentam o pressuposto de que, embora pequenas diferenças de natureza cultural, desenvolvimental e de contexto social possam ocorrer ao nível das medidas (o nível base do modelo), a estrutura hierárquica é idêntica ao longo destas dimensões, uma vez que os domínios sociais considerados são considerados como universalmente relevantes para crianças desta faixa etária (i.e., entre os 3 e os 5 anos). A característica que melhor distingue o modelo hierárquico é que, contrariamente a outras abordagens, diversos conteúdos essenciais são considerados, e diversos tipos de instrumentos (e níveis de análise) são utilizados de modo a que seja possível obter uma descrição global da competência social (i.e., sem os constrangimentos situacionais, contextuais, ou dependentes de determinadas habilidades sociais). Como resultado, a avaliação da estabilidade é também possível. As relações entre a competência social, a amizade recíproca e o estatuto sociométrico (duas variáveis frequentemente utilizadas na avaliação da competência social das crianças) foram também exploradas no último estudo. Entre outros resultados, verificou-se que as medidas do modelo apresentavam maior estabilidade de um ano para outro, quer em comparação à amizade, quer ao estatuto sociométrico, sugerindo que a avaliação obtida através do protocolo de medidas é mais abrangente e consistente. As limitações de cada estudo, bem como orientações para futuras ---------- ABSTRACT ---------- Embedded in a developmental framework, the studies presented in this research investigate a measurement model for social competence with peers, during the preschool years. Social competence construct is described as an individual differences latent trait that reflects children’s ability in coordinating affect, cognition, and behavior in achieving personal social goals (Waters & Sroufe, 1983). Moreover, the attainment of personal goals should not excessively constrain peers’ opportunities in achieving their own social goals, or reduce the chances for the achievement personal social goals in the future. The measurement model characterizes by having a three-level hierarchical structure, where social competence is placed at the top level, as a second-order latent factor influencing three lower social competence domains – social motivation and engagement, profiles of behavioral and psychological attributes, and peer acceptance. Each of these domains (the measurement families) is measured using two or three indicators, which constitute the base level of the model (i.e., rates of visual attention received, rates of positive and neutral interactions initiated, two social competence Q-sorts, and two sociometric measures). Hypothesis regarding the fit of the model to Portuguese data, as well as the stability of the model across the preschool years were tested. Overall, results were consistent with prior studies (e.g., Bost, Vaughn, Washington, Cielinski, & Bradbard, 1998; Vaughn, 2001; Vaughn, et al., 2009), indicating that the model has a good fit to Portuguese preschool data. Results also support the assumption that, even though small differences associated with cultural, developmental, and social contexts variability may occur at the base level of the model (i.e., the observed measures/indicators), the hierarchical structure is identical across these dimensions, because the social domains considered are thought to be universally relevant to children at these ages (i.e., between the ages of 3-, and 5-years) The most distinguishable feature of the hierarchical model is that, contrary to other approaches, several main issues are taken into account, and several types of instruments (and levels of analyses) are used so that a broad characterization of social competence (i.e., non situational, or contextual, or skills’ based) is possible. As a result, the assessment of stability is also possible. The relations between social competence, friendship reciprocity, and sociometric status (two variables frequently assessed in the evaluation of children’s social competence) were also explored in the last study. Among other findings, the model’s measures was found to be more stable than both friendship and sociometric status, indicating that a broader and consistent assessment is given by the protocol of measures that are used in model operationalization. Limitations of each study and future directions of research are presented in the discussion section of each work, as well as in the general discussion.
Descrição: Tese de Doutoramento em Psicologia Aplicada (Psicologia Cognitiva) apresentada ao Instituto Superior Psicologia Aplicada
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/1107
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