Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/1014
Título: Atitudes dos professores face às funções do psicólogo na escola
Autor: Vaz, João Carlos Antunes
Orientador: Santos, António José
Data de Defesa: 1997
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Este trabalho centra-se na perspectiva dos principais agentes do processo pedagógico, pretendeu-se aferir as posições dos professores, relacionadas com as intervenções desenvolvidas pelos psicólogos nas escolas, analisando-se, a partir das reacções avaliativas, as atitudes dos professores face às funções a desempenhar pelo psicólogo em meio Institucional. Alguns estudos dirigiram o seu enfoque às relações psicólogo-escola (Andrey, 1979; Dousset. 1995), psicólogo-professor (Pallazolli, 1983) e, algumas revisões críticas tiveram lugar sobre as funções do psicólogo na escola, bem assim como sobre os modelos de intervenção psicológica na escola (Bernard, 1979; Grilo, 1987; Blanc & Guiilain & Kerangueven & Richard-G, 1988; Guillemard. 1995). Ao longo dos tempos estas análises e outros estudos vêm promovendo mudanças de referentes epistemológicos e metodológicos, nas abordagens da Psicologia na escola, que se caracterizaram no decurso da sua evolução por orientações relacionadas com as problemáticas defectológica e psicopatológica, metodologia psicotécnica; orientação segregativa, ortopedagógica, psicoclínica, psicossociológica e psicopedagógica (Guiilemard, 1995). Os referentes epistemológicos originais, das sucessivas e renovadas formas de intervenção a partir das quais se veio a constituir, em França, a Psicologia Escolar, encontram-se nos primórdios das relações da Psicologia Científica com as Ciências da Educação e nas crescentes exigências que a evolução da sociedade tecnológica impos à educação escolar e, em particular, ao resultado da sua expansão. Em Portugal, as relações e os contributos da Psicologia Científica para o sistema educacional, seguiram de peno e durante algum tempo aquelas transformações e acompanharam o que de mais importante aconteceu noutros países Europeus, neste domínio, mas mercê de razões ideológicas que condicionaram a política geral e em particular a política educacional, sofrem a partir dos anos 30 e até à década de 70 alguns retrocessos. Estas questões são objecto de análise, procedendo-se para esse efeito a uma caracterização do contexto que favoreceu o aparecimento da função social da psicologia e as suas primeiras orientações, procedeu-se a uma revisão das contribuições da Psicologia para as Ciências da Educação e das principais concepções da Psicologia Educacional que a consideram uma disciplina "ponte" entre a Psicologia e a Educação, por fim, passou-se em revista os principais modelos de intervenção da Psicologia na escola e o desenvolvimento da Psicologia em Portugal e as suas relações com a educação e o ensino. Em virtude do professor representar um dos primeiros, mas privilegiado elo de ligação entre o aluno e os demais agentes que intervêm no sistema educativo, constituindo por isso, na escola, a tela onde toda a problemática associada ao desenvolvimento, nomeadamente o cognitivo, toma forma, tornando-se assim eco das perturbações das estratégias e relações que o aluno mantém com o processo de aprendizagem e com as modalidades de interacção que este estabelece com os demais elementos do microssistema escolar. Porque teve recentemente início o processo de recrutamento, para dotar a rede nacional de escolas, com psicólogos, conviria analisar, à luz do paradigma da psicologia das Atitudes, as reacções avaliativas dos professores sobre as funções mais pertinentes do psicólogo na escola, com vista a melhorar e facilitar o processo pedagógico, estas avaliações foram distribuídas por quatro escalas (Intervenção psicopedagógica, Formação/Informação, Intervenção Psicoterapêutica-1 e Intervenção Psicoterapêutica-2) a que poderão corresponder outras tantas modalidade de intervenção do psicólogo. Assim interessou-nos analisar se existiam diferenças de atitudes entre os professores que leccionam em escolas onde existe Psicólogo e, professores que trabalham em escolas onde ele não existe. Porque a formação curricular em psicopedagogia é um importante factor para o empreendimento do trabalho Interdisciplinar, concedendo, àqueles agentes, visibilidade sobre os mecanismos técnicos e as potencialidades teóricas dos modelos de intervenção psicopedagógica na escola, facilitando a integração de diferentes perspectivas na abordagem de um mesmo objecto de estudo, Interessou-nos também saber se em relação ao curriculum dos professores existiam diferenças de atitudes entre os professores que possuíam no seu curriculum conteúdos psicopedagógicos e os que o não possuíam.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicologia Educacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/1014
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