Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/1013
Título: Relações entre optimismo disposicional, representações de doença, adesão às actividades de autocuidado e bem-estar subjectivo na diabetes Tipo 2
Autor: Vazão, Maria José
Palavras-chave: Psicologia da saúde
Optimismo
Doenças
Auto-cuidados
Bem-estar subjectivo
Instrumentos
Diabetes
Representations
Health psychology
Optimism
Health
Healthcare
Subjectivity well-being
Instruments
Diabets
Representations
Data de Defesa: 2008
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: A diabetes tipo 2 é uma doença com números crescentes no mundo. Continuam por esclarecer alguns mecanismos referentes ao fenómeno da adesão às diferentes actividades de autocuidado e como estas se relacionam com o controlo metabólico e o bem-estar subjectivo. Neste estudo, pretendemos estudar aspectos relacionados com a personalidade - o optimismo disposicional - e as representações de doença associadas à diabetes, e como estas variáveis se associam com a adesão ao autocuidado, ao controlo metabólico e ao bem-estar subjectivo, assim como a alguns aspectos sócio-demográficos. Como instrumentos foram utilizados o teste de orientação de vida - versão revista (LOT-R), o questionário de crenças sobre a doença - versão breve (BIPQ) e a escala de actividades de autocuidados com a diabetes (EAAD), elaborada para este estudo. Tratou-se de um estudo transversal, do tipo correlacionai, com uma amostra de conveniência de 188 indivíduos (96 homens e 92 mulheres), com média de idade de 68,10 anos e escolaridade média de 6,26 anos, sendo na maioria casados, portugueses, aposentados e com apoio de familiares. O tempo médio de doença foi de 8,98 anos, variando a diabetes de 1 a 55 anos de evolução. Como factores de risco cardiovascular, a HTA e a dislipidémia foram os mais representativos e as complicações associadas mais encontradas foram a catarata, a neuropatia e a retinopatia. 39,8% apresentaram dois factores de risco em simultâneo e 27,7% apresentaram um factor de risco, enquanto 42% não apresentaram nenhuma das complicações da diabetes e 35,1% apresentam uma complicação. A TA média foi de 137/74 mmHg, o IMC, 29,04, e a média de HbAlc foi de 7,04%. Como resultados relevantes, obtivemos que o optimismo disposicional apresentou níveis médios e os níveis de bem-estar subjectivo foram elevados nesta amostra. Quanto às representações de doença, os diabéticos apresentaram níveis baixos de representação das consequências, de identidade/sintomas e de representações emocionais. Apresentaram representações elevadas de cronicidade da doença - duração, de controlo pessoal, de crença na efectividade do tratamento - controlo do tratamento e de compreensão/coerência da doença. A preocupação esteve presente em níveis médios. As causas mais relacionadas com o aparecimento da diabetes foram as relacionadas com os estilos de vida, seguidas das causas hereditárias. No que se refere à adesão às actividades de autocuidado com a diabetes obtiveram-se níveis elevados de adesão nas dimensões da alimentação, cuidados com os pés e medicação oral. A adesão foi baixa no que se refere ao exercício físico e monitorização da glicémia capilar. Verificamos que uma maior representação das consequências se associa a maior adesão aos cuidados com os pés (talvez por receio da amputação) e a menor adesão à monitorização da glicémia capilar (parecendo associado a estratégias de coping de evitamento). Uma maior crença de autoeficácia (controlo pessoal) associa-se com a adesão à alimentação geral (r = 0, 25; p> 0,001) e é o seu melhor preditor (β= 0,22; p <0,0l), e ao execício físico (r = 0,21; p <0,01), duas das principais componentes do regime da diabetes. O maior preditor da não adesão ao exercício físico parece ser a obesidade (β= - 0,17; p <0,05). Uma maior representação de cronicidade da doença parece melhorar a adesão à terapêutica oral da diabetes (r - 0,18; p <0,05) e a compreensão parece levar a melhor adesão às dimensões da alimentação. As representações emocionais também parecem desempenhar um papel na adesão aos cuidados com os pés (r = 0,21; p <0,01). Curiosamente, os casados, que vivem acompanhados e que reportam maior apoio social são os que aderem menos às dimensões da alimentação específica, talvez por estes aspectos do autocuidado parecerem relacionarem-se com o convívio. Ser mulher é o melhor preditor da adesão a este comportamento (β= -0, 29; p <0,001), assim como aos cuidados com os pés (β = -0,26; p <0.001). Por sua vez, as consequências (r = -0,14; p <0,05) e a duração (r = -0,19; p <0,01) associam-se negativamente com o bem-estar subjectivo, e o controlo pessoal (r = 0,24; p <0,01) e a compreensão (r = 0.15; p <0,05) associam-se positivamente com o bem-estar. O optimismo é o maior preditor do bem-estar subjectivo (β = 0,31; p <0,001). As mulheres apresentam maiores níveis de representações emocionais e reportam mais sintomas. No que se refere ao controlo glicémico, os níveis elevados de glicémia pós-prandial parecem ser os que mais contribuem para valores mais elevados de HbAlc (β= 0,23; p Nem o optimismo disposicional nem o bem-estar se associam significativamente com as actividades de autocuidado ou com o controlo glicémico.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicologia da Saúde
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/1013
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