Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/1007
Título: A comunicação à luz de masculino-feminino em sujeitos adultos com história infantil de maus tratos: Estudo através do Rorschach
Autor: Vale, Ana Teresa de Paulos Martins do
Palavras-chave: Teste de Rorschach
Técnicas projectivas
Psicopatologia
Psicologia clínica
Psicanálise
Comunicação
Abuso físico
Rorschach test
Projective techniques
Psychopathology
Clinical psychology
Psychoanalysis
Communication
Physical abuse
Data de Defesa: 2005
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Com este trabalho, procurou-se ampliar a capacidade da metodologia Rorschach de modo a que pudesse aceder a outras dimensões do funcionamento mental que não aquelas que fazem parte da abordagem clássica da prova. Consequentemente, a inscrição do trabalho faz-se no contexto da metodologia projectiva; ainda assim, no seio desta metodologia, foi rejeitada a submissão a um racional psicopatológico, buscando novos sentidos e aplicando ao Rorschach, dentro da Psicanálise, o modelo desenvolvido por W. Bion, procurando desta forma focar o funcionamento psíquico do sujeito à luz dos processos de pensamento e simbolização, mais especificamente, a dimensão da comunicação no contexto da relação ♀♂. Para isto, explorámos o modelo e delineámos procedimentos de análise a partir dele, procedimentos que orientaram a nossa análise do protocolo de Rorschach. Esta abordagem ao Rorschach vem na sequência de outros trabalhos que têm vindo a ser desenvolvidos entre nós, como por exemplo os trabalhos de Emília Marques. O carácter inovador do trabalho que agora se apresenta prende-se com a questão específica que investigámos (a comunicação) e com a aplicação desta metodologia a um objecto de estudo particular - adultos com história infantil de maus tratos. Pensando a situação de maus tratos com o recurso ao modelo bioniano, pensamos ter delineado um novo olhar sobre esta questão, perspectiva essa que difere da literatura existente actualmente sobre o tema. Desta forma, centrou-se a perspectiva no sujeito e não no acto, explorando os vários sentidos que a situação de maus tratos pode ter para o sujeito adulto que a viveu na sua infância. Assim, encontrámos as dimensões realçadas pelos autores que fizeram parte da nossa pesquisa bibliográfica: o evitamento da relação, a insensibilização dos sentidos, a impermeabilização ao outro (marca da comunicação comensal), bem como a desconfiança de colorido paranóide, associada a afectos de frustração, ódio, angústia, dor e desorganização mental (enquanto marca da comunicação parasitária). Mas igualmente, encontrámos movimentos em direcção ao objecto, a necessidade e o apelo à relação, momentos em que a comunicação simbiótica parece tornar-se mais possível, os quais abrem alguma possibilidade de transformação e de pensar a experiência emocional.
Descrição: Dissrtação de Mestrado em Psicologia Legal
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/1007
Aparece nas colecções:PLEG - Dissertações de Mestrado

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