Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/1004
Título: Representações dos estudantes finalistas sobre as práticas profissionais de enfermagem: Contributos para a educação e o aprender em enfermagem
Autor: Toletti, Glória Maria Marques Afonso Esteves
Palavras-chave: Psicologia educacional
Representações sociais
Atitudes
Enfermagem
Instrumentos
Estudantes universitários
Educational psychology
Social representations
Attitudes
Nursing
Instruments
College students
Data de Defesa: 2004
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: Na educação em enfermagem, enquanto disciplina aplicada, a prática desempenha um papel de enorme relevância, na medida em que constitui por excelência o lugar para onde convergem todas as aprendizagens. A preocupação central deste estudo foi "situarmo-nos" melhor face à situação educativa. Duas questões conduziram esta investigação: - O que sabem os estudantes finalistas sobre as práticas profissionais de enfermagem? - Como foram (re)construindo esses saberes, através das práticas pedagógicas socialmente organizadas pela educação em enfermagem? Pela sua natureza enquanto modalidade de conhecimento prático que une sujeito-objecto, a teoria das representações sociais constituiu-se como um mediador para aproximarmos a realidade dos participantes do nosso estudo apelando directamente às suas vivências e experiência, tentando compreender e explicar a situação actual do objecto de investigação. Por outro lado, a ambiguidade da noção de "prática" implicou uma profunda pesquisa documental, no sentido da sua desconstrução, propondo-se uma definição sustentada do campo da prática profissional de enfermagem. Estudar problemas educativos sem delimitar os complexos contextos em que ocorre a acção educativa, corre o risco de se tornar infrutífero, dada a frequente impossibilidade de generalização dos resultados. O presente estudo foi delimitado a uma única Escola Superior de Enfermagem e os participantes constituídos pelos estudantes finalistas que voluntariamente se disponibilizaram para nele participar, constituindo por dezanove elementos. Trata-se de um estudo exploratório que associou vários métodos e instrumentos, visando proporcionar um olhar alargado da realidade empírica e nesse sentido deve ser entendido apenas como ponto de partida para estudos futuros que visem aprofundar aquilo que parecem constituir algumas tendências que se poderão constituir futuramente como pistas de análise e investigação em psicologia educacional. A representação social dos estudantes sobre as práticas profissionais de enfermagem, foi estudada a partir de dois critérios de prática: a prática "como modos de fazer" e a "prática como cálculo'1, suportando-nos exclusivamente em medidas de "saliência" que permitem enunciar algumas propostas quanto aos elementos susceptíveis de integrar o núcleo da representação social neste grupo de estudantes. Os resultados obtidos parecem apontar para uma organização dos elementos da representação em torno de uma concepção de "cuidar" enquanto meta-organizadora e condutora da prática, constituindo a intenção global que a prática de cuidados materializa. Neste sentido, a estrutura da representação social, sugere a centralidade das "práticas profissionais" por oposição às "práticas tradicionais", revelando que è a função específica do enfermeiro no campo da saúde das populações, que sustenta a prática, enquanto acção humana finalizada e intencional. Como foram (re)construindo esses saberes, através das práticas pedagógicas socialmente organizadas pela educação em enfermagem, começamos por verificar que em função da preferência vocacionai, que conduziu os participantes a optar pelo curso/profissão de enfermagem - primeira opção, opção possível - o campo representacional que possuíam da profissão antes de ingressarem no curso, aproximado por narrativas escritas, revelou diferenças significativas. A ideia de uma profissão de ajuda e do humano ocupava a quase totalidade do campo representacional daqueles para quem esta constituiu a sua primeira opção. Nesta linha também se verificaram algumas diferenças face ao auto-conceito de competência. Na dimensão social de competência não havia diferenças entre os grupos, mas nas dimensões cognitiva e de criatividade os estudantes para quem enfermagem constituiu a opção possível apresentavam valores tendencialmente mais elevados. Interrogamo-nos se estas tendências não tecem relações com o imaginário simbólico da profissão, frequentemente identificado com a mulher veiculando uma imagem do "eterno feminino". Os ensinos clínicos -experienciais - parecem ocupar um lugar de centralidade na reconstrução e reinterpretação destes saberes sobre as práticas, confirmando o resultado de estudos anteriores. Mas os estudantes referem claramente as práticas pedagógicas que favorecem este processo de apropriação - estimular a reflectir, questionar, investigar, dar autonomia e responsabilidade - sustentadas porém, por um conjunto de práticas relacionais e de suporte, que lhes permitam lançar-se em novas experiências. Também são valorizadas todo um conjunto de "atitudes éticas e existenciais", um existir na sua individualidade, que nos faz pensar numa aproximação a uma imagem de uma "enfermeira real", com vida própria e participando activamente, tanto no mundo profissional como civil.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicologia Educacional
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/1004
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