Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.12/1002
Título: Reacção de irmãos ao nascimento de um irmão mais novo: Reavaliação 4 anos depois
Autor: Teixeira, Sandra Isabel
Orientador: Salgueiro, Emílio Eduardo Guerra
Data de Defesa: 2000
Editora: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Resumo: A maior parte dos estudos sobre irmãos centra-se na forma como as crianças reagem à gravidez materna e ao nascimento dos irmãos, sendo que, a maioria deles, se refere, essencialmente, aos comportamentos apresentados peias crianças nesses períodos, e pouco à forma como esta situação é vivenciada por elas. Neste estudo, procurámos ter uma maior compreensão da vivência da criança, em três momentos distintos. Num primeiro momento, estudaram-se as fantasias fraternas pré-natais das crianças durante a gravidez materna; num segundo momento estudou-se o ajustamento psicológico da criança ao nascimento de um irmão, o qual foi realizado quando os irmãos tinham cerca de 1 mês de vida; num terceiro momento (estudo actual), procurou-se uma melhor compreensão da forma como a relação fraterna e parental é vivenciada peia criança 4 anos depois do nascimento do irmão. Os dois primeiros estudos foram realizados em 1994-1995. O actuai foi feito em 1998-1999. Em todos estes momentos procurou-se verificar se existem diferenças significativas entre crianças do sexo feminino e crianças do sexo masculino relativamente a essa vivência. Dado o nosso objectivo, foram estudadas 6 crianças (3 do sexo feminino e 3 do sexo masculino) (as mesmas nos três momentos do estudo), que há cerca de quatro anos atrás vivenciaram pela primeira vez o nascimento de um irmão e que, actualmente, têm idades compreendidas entre os 9A5M e os 10A11M. Com os pais destas crianças foi realizada uma entrevista em que se procurou compreender a "história da criança". Com as crianças, para além de uma pequena entrevista, utilizou-se também o Teste Projectivo Patte Noire, o Teste das Relações Familiares e o Desenho de uma Família Imaginária. Fazendo uma pequena síntese dos resultados encontrados nestes três momentos, verificou-se que, ainda que existam diferenças na forma como as crianças do sexo feminino e do sexo masculino reagem à situação de terem um irmão mais novo, a rivalidade fraterna (nas crianças de ambos os sexos) começa no momento em que a criança percebe que a mãe tem "um irmão na barriga", o que vem alterar as relações existentes na família (a criança sente-se destronada do seu lugar privilegiado na relação com os pais). Quatro anos depois do nascimento dos irmãos, as tendências regressivas e depressivas apresentadas pelas crianças durante a gravidez materna e após o nascimento dos irmãos, mantêm-se, assim como existe uma grande ambivalência de sentimentos das crianças em relação aos irmãos. Se nos primeiros dois momentos estiveram presentes fantasias de separação da fratria das figuras parentais, devido a sentimentos de exclusão da relação pais-irmão, neste terceiro momento estas fantasias deram lugar a fantasias de morte da fratria, surgindo então receios de morte própria. O conflito entre irmãos parece ser, neste momento, mais angustiante para as crianças do sexo feminino do que do sexo masculino. A figura materna é, de uma forma geral, sentida como gratificante: é no momento após o nascimento dos irmãos que ela aparece como menos gratificante, aparecendo então a figura paterna como mais gratificante (nas crianças do sexo feminino surgiu o tema de "pai alimentador"). Nas crianças por nós estudadas, esta rivalidade fraterna aparece de uma forma positiva, pois apesar de estar presente na relação entre irmãos ela é apenas uma parte, pois existem muitos outros sentimentos positivos, que permitem uma convivência afectuosa entre os irmãos.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicopatologia e Psicologia Clínica
URI: http://hdl.handle.net/10400.12/1002
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